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Abaixo, você vai encontrar o roteiro da história
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Roteiro da história
'Gênero: suspense infanto-juvenil.'
'Título: Os Garotos do Brasil (título provisório)'
A história se passa basicamente dentro de um grupo de adolescentes - 4 meninos e uma menina.
Todos têm entre 11 e 13 anos de idade, exceto o mais velho, que tem 16.
Dois garotos e uma garota são amigos de longa data - estudam juntos, vão para a escola juntos e moram no mesmo condomínio de classe média.
E, devido ao gatilho da história - que vou contar a seguir - o garoto mais velho, um skatista rebelde que também mora no condomínio, e um menino de rua entram no grupo dos 3 amigos.
Bom, o fato é que em um dia normal de escola, os três amigos se encontram para esperar o transporte escolar que os levaria para o colégio. Mas, uma hora depois, desistem de esperá-lo e voltam para o condomínio. Para a surpresa geral, o condomínio está deserto. Não há porteiro, nem faxineiros, nem pessoas indo para o trabalho - nada. Eles começam a investigar o que houve. Seus pais também desapareceram. E, pouco a pouco, todas as crianças do condomínio começam a tomar conta do gigantesco pátio que existe entre os 9 blocos residenciais. Todas elas relatam que seus pais desapareceram.
O que houve, afinal?
TODOS OS ADULTOS DO MUNDO DESAPARECERAM!
O caos começa a reinar na cidade. Crianças invadem lojas de brinquedos, depredam tudo o que encontram, saqueiam docerias, esvaziam os supermercados... Uau!
E os três amigos decidem desvendar o que poderia estar acontecendo. Para isso, eles saem pelas ruas em busca de pistas, até encontrarem um sujeitinho gaiato - com tênis de marca, jaqueta da moda, calças largas de rapper, cordões de ouro no pescoço, relógio importado e um grande boné invocado. O garotinho negro não passava de um menino de rua. Mas muito esperto, por sinal. Ele tenta vender muambas para os amigos. Mas, acaba entrando no grupo, com informações preciosas que conseguiu captar por um rádio da polícia. Segundo o que ouvira, todos os adultos foram levados para algum lugar na América Central.
Sem hesitar, os amigos abarrotam uma velha Kombi com mantimentos e decidem partir em rumo à America Central. No entanto, há um problema: eles não sabem dirigir. E, é quando se lembram do mais assustador garoto do condomínio: o Gringo. Um skatista rebelde que mora com a mãe divorciada. Aos 16, ele já tem o próprio carro, muito dinheiro e tudo o que quiser comprar com o dinheiro que fatura nas competições de skate. É o típico rapaz que faz as garotas suspirarem por onde ele passa.
Os quatro batem na porta de seu apartamento, mas ninguém atende - durante três dias seguidos. O menino de rua decide abrir a porta com seus truques de rua. Eles invadem a residência e encontram o Gringo dormindo. Sim, ele dormira 3 dias seguidos, porque ninguém havia o acordado até então.
E eles acabam descobrindo que a personalidade do Gringo é totalmente diferente de sua imagem exterior. Ele é um sujeito extremamente passivo e cede a todas as ordens da garota - o cérebro da operação. Ela, por sua vez, acaba vivendo uma paixão pelo Gringo, contrariando o amor platônico de seu amigo de infância.
Por fim, Gringo apresenta os amigos para o Gringomóvel: um super furgão tunado, com pintura personalizada, rodas gigantes, 4x4, um sistema de som incrível... Eles esquecem a kombi velha e embarcam no Gringomóvel em busca de seus pais.
Para sair da cidade, eles devem passar pela barricada dos Garotos do Brasil, uma gangue de crianças que resolveu se autoproclamar o novo governo do país. E, então, começa a aventura: os amigos, ao mesmo tempo, tentam cruzar o país e escapar das crianças infernais que usam carros da polícia e armas de verdade.
Durante o caminho, o "nerd" rastreia, com um LapTop, intensos sinais emitidos para todo o planeta, a partir do Caribe. E, enquanto a viagem evolui, ele acaba conseguindo decodificar os sinais: são códigos de comunicação criptografados entre quartéis generais daquilo que foi responsável pelo desaparecimento dos adultos. Seriam alienígenas? É o que todos começam a suspeitar.
E, ao chegarem na Guiana, encontram crianças indígenas brasileiras que lhes contam toda a história: seus pais foram seqüestrados por uma antiga espécie alienígena, que já estivera na Terra antes e levara seus ancestrais; o povo Asteca é um exemplo do que esses aliens podem fazer. Mas, por que eles não levam crianças? Exatamente porque as crianças não existem em seus bancos de dados.
O plano dos alienígenas é partir em alguns dias, levando todos os adultos da Terra. As crianças vão conseguir evitar isso? Só se a gangue dos Garotos do Brasil ajudarem com seu grande arsenal roubado do exército brasileiro. os amigos, agora aliado aos índios devem voltar para o Brasil e tentar convencer o novo governo a ajudá-las.
Não é do gosto do governo ajudar. Eles, definitivamente, não querem os adultos de volta. Por isso, os amigos vão ter que dar alguma coisa em troca. Dinheiro? Não, eles já têm todo o dinheiro que precisam. O que seria então? - A GAROTA! O imperador supremo do Brasil quer a garota em troca da guerra. E é o que ele tem.
A guerra, então, é deflagrada. Os jovens soldados do exército lideram a operação e invadem o quartel general dos alienígenas e começam o plano de evacuação dos milhões de adultos aprisionados em uma base subterrânea no Caribe.
Enquanto isso, o governo autoritário brasileiro entra em contato com crianças do mundo inteiro, enviando as localizações dos outros quartéis generais alienígenas rastreados pelo "nerd".
Ao mesmo tempo, em todo o mundo, os adultos são libertados.
O Gringo volta da guerra, invade a sede do império do Brasil, um shopping, e retoma a garota das mãos do imperador supremo do Brasil. Eles se beijam pela primeira vez - bem no dia do aniversário de 13 anos dela.
O garotinho que tinha um amor platônico por ela se apaixona por uma garota indígena, que o beija no final.
O imperador supremo do Brasil é destituído do cargo por sua própria mãe e volta para casa chorando.
O "nerd" é condecorado com medalhas de vários governos estrangeiros.
O menino de rua encontra seus pais que o haviam abandonado antes do seqüestro - ele devolve as roupas roubadas para a loja.
FIM - mais ou menos
Capítulo 1
- Manhã de verão nas férias dos estudantes, então, nada melhor do que reunir os amigos e ir passar uns dias longe dos compromissos; um acampamento seria perfeito!
Os jovens planejaram a viagem durante a maior parte do ano, e finalmente faltavam apenas algumas horas para desfrutarem da beleza de São Thomé das Letras - MG. Um misterioso lugar cercado de lendas, que deixava o local mais fascinante.
- Eram 6h30 min de sábado.
Alex esperava no aeroporto seus amigos, enquanto checava as passagens e mantinha os olhos aberto graças a um café. Ele era o típico intelectual prodígio, viciado em quadrinhos, apaixonado por aventuras envolvendo a natureza. Sonhava em ser biólogo, colecionava insetos (mortos) e não desperdiçava um ângulo. A lente de sua máquina estava sempre ao alcançe, como no aeroporto.
- Ele amassou o copo plástico de café, ergueu as malas, jogou o copo na lixeira e alguns respingos da bebida sujaram o piso pena limpo pelo faxineiro, que olhou atravessado para o jovem que seguia sintonizando a máquina para mais um "click". Os dedos configuravam a distância e assim mais uma cena ficava registrada, todas as fotos decoravam álbuns e mais álbuns. A próxima foto era de uma folhagem além do vidro. Com os olhos focados na lente, ele ia rente ao chão até o alto, como sempre escolhendo o melhor ângulo. As formas, aquém do esperado, acabaram moldando longas pernas torneadas, uma saia bege, uma blusa da mesma cor e um casaco semi-aberto preto, era calor e não era preciso algo maior que isso. A moça caminhava a passos firmes e não perdia a pose mesmo tropeçando de salto-alto. Corringindo a vaidade com alguns retoques na maquiagem sem se importar com os olhares alheios, ela passava suavemente os dedos nos lábios; de qualquer maneira chamando a atenção de quem olhava. Um deles era de Alex, que largou a câmera, deixando a mesma cair, mas pendurada em seu pescoço acabou ocasiando um pequeno puxão. A câmera também clicou o que não devia quando "caiu", registrando uma foto imprópria.
- Os olhos verdes do garoto admiravam a moça entrando no aeroporto.
Ninguém podia negar, Josi era realmente muito bonita, a vaidade em pessoa, e possuia todos os outros seis pecados a mais que qualquer um. Ela era a "Barbie da turma", apesar das sutilezas tinha um coração de ouro e gostava de estar em grupo, a fazer novas amizades não importava quem fosse. Achava que qualquer um tinha algo de especial para mostrar. Um sonho, porém, era ser famosa.
- -Bom dia! Chegou Josi cheia de energia, com a bolsa em uma mão e o celular em outra. Cumprimentou com três beijinhos o amigo Alex. - Bom dia! Alex mal conseguiu respirar ao sentir o odor da colônia da moça. Josi, olhou a volta, reparando que até então, apenas os dois haviam chegado. Ela pegou suas passagens na carteira toda decorada de cristais swarovski e conferiu o horário.
- - É falta uma hora e meia para o embarque, os outros devem estar chegando. - Com certeza! Dafne e Ricardo dormiram juntos depois da noitada, devem estar preparando as coisas juntos. -Uhum! Sussurrou Josi. - Fotos novas!? Posso ver? - Ah Claro! Alex alacançou a câmera para Josi, meio atrapalhado com o equipamento enroscado no pescoço.Josi riu irônicamente... - Deixe-me ajudar. Josi abraçou de tal forma o pescoço de Alex para tirar a corda, deixando o rosto dos dois próximos. Mas desviou o olhar assim que conseguiu a câmera.
- Ela mexeu em alguns botões, mas máquinas fotograficas não eram suas especialidades, a não ser para poses frente as mesmas. -Assim... agora pode ver. - Obrigada! Hmm... muito bonitas, bonitas mesmo! Você fotografa muito bem.
- -Obrigado. É um hobby que se tornou vício, gosto dos pequenos detalhes, das grandes cenas. As fotos sempre mostram um novo mundo... A "Barbie" passava as fotos e observava borboletas, folhas, lagos, móveis e suas pernas... Pernas!? Sim! Ela olhou descaradamente para Alex enquanto ele descrevia a magia da fotografia...
- -... Um novo mundo, uma perspectiva analítica...
- - Uma perspectiva analítica de minhas pernas? Do meu busto? Hmm, dos meus olhos? - Indagou Josi.
- O que é bonito tem que ser registrado, não é?! - Bem, de qualquer maneira eu tenho espelho para me ver.
- Os dois continuavam na sala de espera do aeroporto. Josi lia revistas de moda e Alex quadrinhos. Josi desviou o olhar para o relógio do terminal, faltavam trinta minutos para o embarque. Nesse momento a cara de sono dos jovens era nítida, assim como a ansiedade de chegar logo e se divertir.
- - Vou ligar pra Dafne e ver se ela resolveu "construir" o táxi para chegar até aqui. - Alô!
- - Oi querida! Resolveu trocar o pneu no caminho?
- - Antes fosse isso, mas resolvi trocar outras coisas.
- -... Um novo mundo, uma perspectiva analítica...
- -Obrigado. É um hobby que se tornou vício, gosto dos pequenos detalhes, das grandes cenas. As fotos sempre mostram um novo mundo... A "Barbie" passava as fotos e observava borboletas, folhas, lagos, móveis e suas pernas... Pernas!? Sim! Ela olhou descaradamente para Alex enquanto ele descrevia a magia da fotografia...
- Ela mexeu em alguns botões, mas máquinas fotograficas não eram suas especialidades, a não ser para poses frente as mesmas. -Assim... agora pode ver. - Obrigada! Hmm... muito bonitas, bonitas mesmo! Você fotografa muito bem.
Ricardo fazia gracinhas com Dafne enquanto ela falava ao telefone.
- - Escute! Faltam alguns minutos para o vôo, estamos esperando. Estamos bem próximos da porta de entrada. Aguardamos vocês, -Ok! Já estamos indo. - Até loguinho amore. - Beijo!
**********
- No quarto de Dafne, Ricardo a ajudava arrumar as últimas coisas. E reparava nos livros nas pratileiras.
- - Nossa! Como minha namorada é inteligente, dedicada! Veja só... Jean-Paul Sartre, Augusto dos Anjos... o que mais que tem aqui... hmm, ciências humanas, direito... - E ainda tem muito mais aqui dentro. - Dafne cutucou com a ponta dos dedos em sua cabeça, mostrando que interesse cultural era mesmo seu forte.
- Os dois chamaram o táxi, que chegou poucos minutos depois. As malas foram postas por Ricardo e o taxista no porta-malas, enquanto Dafne filmava a saída deles de casa. - Amor! Sorrisinho, sim!?? Ricardo sorriu forçado e fez pose de forte. Em direção ao aeroporto saboreavam um pacote de batata-fritas. Também pudera, era parte do café-da-manhã.
********
- As comissárias de bordo passaram em três, perante Alex e Josi, ela por sua vez, apenas reparou na roupa azul e pensou como ficaria vestida daquele jeito. E Alex, bem, não é necessário citar em/no que ele reparou.
- -Você já conhece o lugar onde vamos acampar? - Perguntou Josi. - Os vizinhos de meus pais já estiveram por lá e por isso recomendaram-me! - É a primira vez que irei acampar, digo, com os amigos e tal; a última vez foi com meus primos, reunião de família. -Entendo... - Acho que você vai gostar de lá. Dizem que é mágico. A energia do lugar é fora do compreensível. - Quem sabe dê para eu pegar uma corzinha.
- Dafne chegou de surpresa a Josi, oferencendo algumas batatas. -Aceita? -Ahh, que bom que vocês chegaram. Já que estamos todos aqui, podemos já ir. Disse Josi
- - Ricardo ajudará com as coisas amiga, pode deixar! Não é, querido!?
- O jovem olhou para a namorada com critério e afirmando, porém as malas da amiga eram mais pesadas. - Pedras já existem por lá. -Indagou Ricardo a Josi, por causa do peso da mala. Alex riu e apenas salientou.
- - No mínimo é tem um "salão de beleza ali dentro". - Eu quem diga, acho que ela levou até as cabeleleiras aqui dentro. - enquanto Ricardo equilibrava três malas nos braços, o funcionário do aeroporto chegou para ajudar a levá-las até a vistoria e avião.- Obrigado!- Ele agradeceu e continuou: -E então, tudo bem, Alex? -Tudo ótimo. Agora de férias melhor ainda.
A "voz feminina do aeroporto" avisava do embarque.
" Atenção Senhores passageiros, vôo 167 com destino a São José dos Campos, embarque imediato pela sala 3."
- Os quatro acomodaram- se no avião. Dafne e Ricardo juntos. Josi e Alex separados por um velho preparado para roncar.
- (...)
Capítulo 2
Ainda era verão quando as coisas começaram a ficar estranhas. Só não sei dizer exatamente quantos dias
depois dos quatro amigos terem embarcado para as tão esperadas férias. Contudo eu sei que, infelizmente,
nem todos estavam se divertindo tanto naquelas férias.
- Nossa, galera... Nossos irmãos foram viajar... E a gente aqui, nessa monotonia... - Disse o garotinho
que parecia liderar o grupo de três amigos que andavam de bicicleta pela calma rua de um bairro residencial.
- Putz... Como eu queria ser adulto... - O segundo comentou.
- Adulto?! Pra que exagerar? A sua irmã nem é adulta... Ela é adolescente... - O garotinho da bicicleta enfeitada com papel alumínio retrucou.
- Adolescente... ECAAAA! - Os três falaram juntos.
- E aí, Cabeção... Como é ser filho único?
- Não tenho o que reclamar... - Respondeu o garoto da bicicleta enfeitada.
- Não mesmo... Seus pais não precisam de repartir o dinheiro entre você e mais dois...
- Não fique revoltado, Henrique... - O líder começou a ponderar. - Poderemos ter o que quisermos
quando formos adultos.
- Só gostaria que isso não demorasse tanto, Jorge.
- O Henrique quer crescer rápido para namorar a sua irmã, Jorge... hahahaha...
- Cala a boca, Cabeção...
- Ele tem uma foto dela no quarto... hahhaha...
- Vê se fecha esse bico, Cabeça... Seu quatro olhos! Ou eu conto para a sua mãe que não tinha nada a
ver com trabalho escolar aquele rolo de papel alumínio que você roubou dela...
- Não acredito... - Jorge falou com um certo tom de espanto. - Você mentiu para a sua mãe, Cabeça?
- Não...
- Mentiu sim, Cabeça... Você falou que iria fazer uma roupa de astronauta para a escola...
- De certa forma eu fiz... - Ele começou a se enrolar nas palavras. - Mas... mas... não deu certo, né...
Daí, para não jogar o papel alumínio fora eu enrolei na bicicleta...
- HahahahHAHHAhahahHAhhahha... O sonho dele era ter uma bicicleta de alumínio... - Henrique zomba do amigo.
- Parem, vocês dois! - Jorge encostou a bicicleta e se sentou no meio fio.
- Nossa, como vocês discutem!
Os dois amigos também desceram das bicicletas e se assentaram ao lado de Jorge.
- Eu estava pensando, galera... - Jorge começou a falar. - Será que a Paula iria até o mirante de bicicleta com
a gente?
Henrique e Cabeção levantaram as sobrancelhas, intrigados com a pergunta, e constataram algo:
- Nossa! Por isso você parou aqui... Esse é o prédio da Paula!
- A gente não deveria estar aqui, Jorge...
- Por que não?
- Você sabe, Jorge... O pai dela...
- Vocês têm medo do pai dela?! O que vocês acham que ele vai fazer? Prender a gente? Só porquê ele é militar?
- Pior... - Henrique falou com pavor.
- É verdade, Jorge... Uma vez o pai dela ficou sabendo que um menino da rua estava gostando dela...
- E daí?
Henrique assumiu a história:
- Ele convidou o menino para almoçar...
- E daí?
Henrique e Cabeção se entreolham e dizem ao mesmo tempo, em tom de terror:
- O menino nunca mais saiu daquele apartamento.
- Nossa... como vocês são idiotas!
Naquele instante, algo atraiu a atenção dos três amigos e encerrou a discussão. Eles então se levantaram
para escutar um som estranho vindo do final da rua. E, mais rápido do que uma flecha, uma vã de transporte
de cargas cruzou os seus olhos, que se moveram rapidamente para acompanhar o veículo, aparentemente, descontrolado.
Logo eles perceberam que o barulho estranho vinha das dezenas de cones que o veículo arrastava sob o assoalho.
Sem dizer palavra alguma, os amigos montaram as bicicletas e pedalarm com toda a força de suas pernas, a fim
de seguir a misteriosa vã. Ela se distanciava muito rápido a despeito de todo o esforço dos garotos.
Até que sumiu do raio de visão deles. E, logo, os amigos ouviram um estrondo.
- Nossa! - Eles gritaram juntos e continuaram a pedalar.
Duas ou três quadras depois, encontraram a vã despedaçada contra um poste de luz. Jorge continou pedalando até ela.
Os outros dois pararam assustados. - Ligue para a polícia, Cabeça! - Jorge gritou enquanto se aproximava do veículo em chamas.
- Meu... meu... meu... Deus... - Cabeção gaguejava procurando o celular dentro da mochila.
Henrique estava estático, em choque, parado no meio da rua. Jorge abriu a porta da vã e teve uma surpresa:
- Não tem ninguém! - Ele gritou para os amigos.
- No... no... no... no... nossa... Co... co... co... como assim? - Cabeção sussurrou e começou a digitar o número no celular.
Jorge deu uma volta em torno da vã, procurando por algum provável passageiro.
- Não tem ninguém, mesmo!
- A polícia não atende, Jorge! - Cabeção gritou.
Jorge voltou correndo.
- Me dá esse celular aqui... A polícia tem que atender... - Ele pressionou o botão do celular e ficou aguardando, até cair a linha.
- Eu não disse?!
- É... Ligue para a sua mãe então...
A despeito de ligarem para todos os números da agenda do celular, os dois não conseguiram encontrar nenhum adulto em casa.
- É... eles devem estar todos trabalhando...
- E as pessoas da rua, galera? - Henrique finalmente saiu do estado de choque e falou alguma coisa, apesar da cara
ainda de assustado.
- O que você quer dizer, Henrique?
- Já não deveria ter juntado uma muvuca aqui?
Jorge e Cabeção deram uma olhada em volta e concordaram.
- É verdade... Cadê todo mundo?
- OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ! - Jorge gritou a todo fôlego. Os amigos puderam escutar o eco bem ao longe, junto com o som das
chamas que incendiavam a vã.
- Vamos dar o fora, galera... isso está muito estranho... - Jorge sugeriu, dirigindo-se para a sua bicicleta, jogada
ao chão.
